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Flavio Colin: um mito do quadrinho nacional

1 março 2001

Quando tinha 20 anos, em 1956, Flavio Colin teve seus primeiros trabalhos publicados, pela editora RGE - Rio Gráfica Editora, nas revistas X-9 e Enciclopédia. Posteriormente, foi convidado para transformar em quadrinhos o seriado radiofônico O Anjo, o que fez com muita competência.

Esse serviço acabou rendendo, algum tempo depois, outra transposição, agora da TV para as HQs: o Vigilante Rodoviário, uma série de muito sucesso, inteiramente produzida no Brasil.

Na década de 60, elaborou diversas histórias de terror para a Editora Outubro, algumas consideradas clássicos dos quadrinhos nacionais. Participou, então, da CETPA (Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegra), na tentativa de ajudar a criar uma produção nacional forte, porém, o movimento não teve sucesso.

Nessa época, fez Sepé, um Índio que lutou no tempo das missões. No ano de 1964, criou Vizunga, tira que você vai poder acompanhar diariamente, aqui, no Universo HQ. Com o final da tira, afastou-se dos quadrinhos, principalmente, por motivos financeiros, passando a trabalhar com publicidade.

No final da década de 1970, Colin voltou à carga pela Editora Grafipar, com histórias eróticas e de terror, junto com outros mestres das HQs nacionais. Desde então, teve seus trabalhos publicados por diversas editoras, como a Vecchi (Spektro, Pesadelo, Sobrenatural), Press, D-Arte (Calafrio e Mestres do Terror) e outras.

Fez também álbuns sobre fatos históricos, como A Guerra dos Farrapos, A História de Curitiba e outros. Recentemente, elaborou os desenhos para Fawcett, publicado pela Editora Nona Arte, e ganhou, por este trabalho, o prêmio Angelo Agostini de melhor desenhista de 2000. Com méritos, pois a arte de Colin, estilizada, caricatural, com traços precisos e um jogo de luz e sombras que sempre surpreende, estão cada vez melhores.

Falar que Flavio Colin é original, seria "chover no molhado". Afirmar que ele é um dos maiores, ou, talvez, o maior desenhista que surgiu no Brasil, idem. O que podemos dizer, com certeza, é que o Universo HQ fica extremamente pequeno, diante da grandeza desse artista. Bem vindo à nossas páginas, mestre!

Samir Naliato (a esquerda) e Flavio Colin

 

 

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