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Beco do Rosário, de Ana Luiza Koehler, mostra efeitos sociais na modernização de Porto Alegre nos anos 1920

20 julho 2020

Porto Alegre, anos 1920, uma cidade em plena febre de modernização. Vitória, uma jovem negra com grandes ambições e talento para a escrita, sonha em se tornar jornalista. Mas, para isso, precisa enfrentar os estigmas de uma sociedade racista e patriarcal.

Esse é o mote de Beco do Rosário (formato 22 x 30 cm, 112 páginas, capa cartonada, R$ 39,90), graphic novel de Ana Luiza Koehler, que a editora Veneta lança com apoio do programa Rumos Itaú Cultural.

A edição já está em pré-venda na Amazon com desconto e frete grátis para usuários Prime, com lançamento em agosto.

Fruto de uma extensa pesquisa histórica, o livro retrata o conturbado processo de expansão da capital gaúcha, marcado pela desigualdade social e pelo racismo. Um processo que tinha como objetivo “europeizar” a cidade, tentando jogar seus habitantes negros para fora do campo de visão. Vitória é moradora do Beco do Rosário, que dá nome ao livro, um espaço prestes a ser extinto para dar lugar a ruas e avenidas.

Teo, seu amigo de infância, é filho de uma rica família de imigrantes e volta para Porto Alegre após se formar engenheiro no exterior, cheio de novas ideias para a capital. Já Fabrício é um jovem artista negro que não consegue ver seu talento valorizado no mercado de trabalho.

É por meio das histórias e dos laços entre esses personagens que o livro retrata as mudanças na paisagem da cidade.

Beco do Rosário

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