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J. KENDALL – AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA # 55

26 agosto 2009


Autores: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza, com colaboração de Alberto Ghè (roteiro) e Ernesto Michelazzo (arte) - publicada originalmente em Julia # 55.

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Junho de 2009

Sinopse:Enigmas mortais - o passeio de Emily com seus netos pelo parque de diversões apresenta a primeira peça de um quebra-cabeça mortal.

Um assassino deixa pistas enigmáticas sobre seus próximos passos.

Júlia e a polícia terão que as desvendar e prender o criminoso antes que mais vítimas sejam feitas.

Positivo/Negativo: Como já é praxe, J. Kendall surpreende novamente.

De onde Giancarlo Berardi tira tantas ideias mês após mês? É importante que se esclareça: as tramas de Júlia não se agarram em boas sacadas apenas, mas, principalmente, em uma narrativa que equilibra com sucesso tensão e mistério.

Esta edição abre com Emily - a governanta de Júlia - em um parque com três de seus netos. Em poucos quadros, a personalidade forte da personagem já se manifesta. O leitor se pergunta no que isso vai dar.

A linha narrativa é interrompida pela trabalhosa caçada de Júlia à sua gata de estimação Toni, para levá-la ao veterinário. A criminóloga recebe uma ligação da filha de Emily, perguntando se tem notícias das crianças que estão com a avó no parque. E o leitor preenche a lacuna: aconteceu algo com Emily.

Na sequência, vê-se Emily e seus três netos no parque. Expectativa frustrada. Mas não a tensão de que algo vai acontecer. O leitor sabe, pelo histórico da série, que esta é uma publicação de investigação de crimes. Além disso, na capa há o título Enigmas mortais e a sugestão visual de um corpo sangrando.

Júlia atrás de Toni pela casa e Emily com os netos no parque alternam-se mais algumas vezes até que o primeiro mistério que o leitor tanto aguardava é apresentado. Esta já é a página 32 da revista.

É a partir daí que o mistério se inicia e a investigação se desenrola. Mas por que Berardi e Calza "demoram" tanto pra iniciar a história? Isso não é um atraso na narrativa, é preparar um momento de revelação e apresentar um grupo de personagens reconhecível e familiar ao leitor antes que ele embarque de vez na trama.

Os enigmas criados e a apresentação do raciocínio que tenta resolver a série de crimes estão em seu tempo certo, com excelente andamento. Pois, diferentemente dos comics americanos, os fumetti italianos têm mais páginas mensais. E Berardi usa isso a seu favor, a favor de sua trama, ao construir a cadência de ações com extrema competência.

E é nesse ritmo que a história ainda acha tempo para outra reviravolta nas páginas finais. E todas as surpresas e tensões de J. Kendall - As aventuras de uma criminóloga dão uma tranquilidade ao leitor de que todo mês encontrará um enredo bem acima da média das demais revistas em banca.

 

Classificação:

4,0

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