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X-MEN # 35

1 dezembro 2004


Autores: Novos X-Men - Grant Morrison (roteiro) e Chris Bachalo (desenhos);

Wolverine - Daniel Way (roteiro) e Staz Johnson (desenhos);

Fabulosos X-Men - Chuck Austen (roteiro)e Steve Kim (desenhos).

Preço: R$ 6,50

Número de Páginas: 96

Data de lançamento: Novembro de 2004

Sinopse: Novos X-Men: Wolverine tem razões para acreditar que o projeto Arma Extra tem informações a respeito de seu nebuloso passado. Com a ajuda de Fantomex e Ciclope, ele invade as instalações secretas onde são feitos experimentos genéticos ilegais que usam mutantes como cobaias.

Para simular a evolução acelerada da espécie humana, a Arma Extra criou um ambiente artificial controlado. Chamado simplesmente de "O Mundo", seus habitantes desconhecem a existência de qualquer coisa fora de seus limites.

Os X-Men descobrirão que outros ambicionam dominar tal tecnologia. A base do projeto foi invadida pela organização secreta IMA. No confronto que se segue uma grande ameaça humanos e mutantes; e acaba sendo libertada: a Arma Quinze.

Wolverine - Logan espera ajudar o policial Brown a pegar o tira assassino McLawry. A única dificuldade é que, talvez, o herói canadense não fique vivo tempo suficiente para isso.

Fabulosos X-Men - Até onde vai o preconceito e a discriminação? Angelo sucumbiu ante a insana cruzada da Igreja da Humanidade. Seus restos deveriam ser sepultados junto com os de sua família. Entretanto, a diretoria do cemitério tem uma opinião diferente: mutantes não são tolerados nem depois de mortos.

Para tentar mudar esta situação, Jubileu e Escalpo precisarão encarar novamente a face da intolerância. Ao mesmo tempo, o Anjo procura novas formas de usar seus recém-adquiridos poderes de cura em prol da humanidade.

Positivo/Negativo: Novos X-Men - Há tempos a Panini não trazia duas histórias do título na mesma edição. Foi uma mudança bem-vinda, já que a série é o que de melhor vem sendo publicado de material mutante atualmente. Ainda assim não está isenta de problemas.

Neste arco, Ataque a Arma Extra, o principal demérito ficou por conta da arte de Chris Bachalo. O papel pisa brite, mais fosco que o original, se mostrou totalmente inadequado para o seu desenho sombrio, estilizado, cheio de hachuras e já visualmente poluído. A narrativa ficou prejudicada, pois o visual carregado acaba se tornando cansativo para o leitor.

O roteiro de Morrison não compromete, mas também não se mostrou especialmente inspirado. A ameaça da Arma Quinze não impressiona. Até aqui, trata-se apenas de apenas mais um mutante superpoderoso que precisa ser detido pelo X-Men, um plot já usado à exaustão. Resta saber se o escritor reservou alguma surpresa para a conclusão da saga, no próximo mês. De positivo, as cenas de ação e os diálogos bem construídos.

Wolverine - Um final morno para uma história idem. Não deixa de ser uma despedida melancólica para o personagem que deixa a revista X-Men para estrear um novo título solo a partir de dezembro. A Panini já anunciou que começará publicando a fase escrita por Greg Rucka e ilustrada por Darick Robertson.

Será um avanço em relação às aventuras atuais, que têm pecado pela obviedade e por uma mediocridade total em termos de roteiro e arte. Infelizmente, a série que entrará em seu lugar em X-Men não anima muito: a fraca Novos Mutantes, que protagonizaram uma das piores edições da revista Marvel Apresenta até hoje.

Fabulosos X-Men - A maioria dos X-fãs tem se mostrada descontente com a passagem do roteirista Chuck Austen pelo título. Não é para menos! Ao longo dos meses, ele apresentou uma sucessão de aventuras que merecem figurar entre as mais bizarras vividas pelas equipes mutantes. Junte-se a isso a tendência de descaracterizar os personagens, criar melodramas sentimentalóides e tentar chocar o leitor por meio de artifícios baratos e temos a receita certa para o desastre.

Mas, em comparação com os últimos números, este trouxe uma trama sensivelmente melhor, na qual Austen se concentra em passar uma mensagem relevante sem cair no exagero ou parecer panfletário. Não que seja revolucionária, mas é uma história simpática e eficiente no que se propõe.

É uma pena que o final acabe resvalando para o sentimentalismo típico do autor. Mesmo assim, é a melhor aventura dos Fabulosos X-Men em muito tempo. O que não chega a ser nenhuma façanha.

A arte de Steve Kim é correta, não foge do convencional, mas consegue narrar a trama a contento. No entanto, sente-se a falta de um desenhista menos anódino.

Num balanço geral, uma edição mediana, um pouco melhor do que a anterior, mas ainda aquém das expectativas dos leitores.

Classificação:

4,0

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