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Richard Corben
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Faleceu Richard Corben, um mestre do horror e da ficção

10 dezembro 2020

Richard Corben, um dos grandes nomes dos quadrinhos, faleceu no dia 2 de dezembro após uma cirurgia no coração. A notícia foi divulgado por sua esposa, Dona Corben, e também pelo escritor Jan Strnad. Ele tinha 80 anos.

Nascido em 1º de outubro de 1940, em Anderson, no Missouri, nos Estados Unidos, Corben cresceu em Kansas City. Foi lá, no Kansas City Art Institute, que sua carreira de artista começou, em 1965. Enquanto tirava seu diploma de artes, também fazia fisiculturismo, mas acabou abandonando a prática por falta de tempo.

Seu primeiro trabalho foi publicado em 1968, no fanzine Voice of Comicdom. Depois, criou sua própria revista, Fantagor, e passou a publicar com regularidade HQs de horror, ficção científica e fantasia que continham elementos de sexualidade e de violência.

Desenhou para muitos títulos underground como Grim Wit, Slow Death, Skull, Rowlf e Fever Dreams.

Em 1970, passou a colaborar com a editora Warren, em revistas como Vampirella, Eerie, Creepy, 1984 e Comix International. Em 1976, começou a desenhar na revista francesa Métal Hurlant - ao lado de Moebius, Philippe Druillet e Jean-Pierre Dionnet - com Bloodstar. Continuou a parceria na versão estadunidense do título, a Heavy Metal.

Richard Corben

Seu primeiro personagem de relevância foi Den, que se consagrou nas páginas da Heavy Metal numa parceria com Jan Strnad, mas que surgiu antes, no curta-metragem Neverwhere, de 1968; e nas HQs For the Love of a Daemon (Fantagor # 4, de 1972) e Den (Grim Wit # 2, de 1973). Den, abreviação de David Ellis Norman, é um sujeito que cria um aparelho que abre um portal para uma dimensão fantástica chamada Neverwhere.

A série teve cinco álbuns publicados: Neverwhere (1978), Muvovum (1984), Children of Fire (1992), Dreams (1992) e Elements (1992). Den também aparece de forma simplificada no desenho animado Heavy Metal.

Outros trabalhos incluem: Rip in Time, com Bruce Jones; Vic and Blood, com Harlan Ellison; Jeremy Brood, The Arabian Nights e a série Mutant World, todos com Jan Strnad.

Para a DC Comics, Corben ilustrou cinco edições de Hellblazer (# 146 a # 150), com enredo de Brian Azzarello. Ele também fez uma adaptação de The House on the Borderland, de William Hope Hodgson, para o selo Vertigo.

Junto com Azzarello, ele desenhou duas minisséries para a Marvel Comics: Marvel's Startling Stories: Banner e Cage, do selo Marvel MAX.

Ainda pra Marvel, Corben ilustrou o especial The Punisher - The End, escrito por Garth Ennis; Motoqueiro Fantasma; duas minisséries de Haunt of Horror, adaptando Edgar Allan Poe e. P. Lovecraft; além de passagens por Conan e Starr the Slayer.

Para a Dark Horse Comics, Corben colaborou com Mike Mignola, desenhando algumas HQs de Hellboy. Duas delas, The Crooked Man e Double Feature of Evil, lhe renderam o prêmio Eisner em 2009 e 2011.

Na IDW, fez uma parceria com Rob Zombie e Steve Niles, para produzir Bigfoot.

Fora dos quadrinhos, Corben desenhou a capa do LP Bat Out of Hell, de Meat Loaf, e Bad for Good, de Jim Steinman. Outra curiosidade é que Corben ilustrou o cartaz do filme O Fantasma do Paraíso (Phantom of the Paradise), de Brian De Palma, baseado numa ilustração de Neal Adams.

Em 2012, entrou para o Will Eisner Hall of Fame. Em 2018, ganhou o Grand Prix do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême.

Corben se dizia influenciado por artistas como Albrecht Dürer, Auguste Rodin, Caravaggio, Hannes Bok, Maxfield Parrish, Frank Frazetta, John Severin, Alex Toth e Wally Wood.

Entre os artistas que admitem influência de Richard Corben em seu trabalho estão Simon Bisley, Gerald Brom, Rafa Garres, John Higgins, J. G. Jones, Steve Oliff e Frank Thorne.

Richard Corben foi um artista importante que deixou sua marca, influenciou muita gente e será lembrado com um dos mestres da nona arte.

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