X-Men #1, de 1991, entrou para o Guiness World Records

No primeiro dia da San Diego Comic-Con, Chris Claremont foi agraciado com um prêmio do The Guinness World Records Book, o famoso livro dos recordes mundiais.
Claremont recebeu o prêmio, juntamente com Jim Sokolowski (executivo-chefe de operações da Marvel Publishing), por seu trabalho em X-Men #1, revista publicada pela Marvel Comics em 1991, que o Guiness World Records considera como a edição de revista em quadrinhos de maior vendagem da história.
A revista X-Men #1, escrita por Chris Claremont e ilustrada por Jim Lee (que atualmente é um dos chefões da DC Comics), arrecadou cerca de 7 milhões de dólares em unidades vendidas, com um preço de capa de 1,50 dólar.
X-Men #1 foi lançada com uma grande campanha publicitária e inicialmente
publicada com quatro capas diferentes que juntas formavam uma imagem maior.
Posteriormente, a Marvel relançou a edição numa edição de
luxo, em papel couché, com uma capa dobrável quádrupla e outros extras, com
um preço de capa de 3,50 dólares.
Existem quatro razões básicas para todo o furor ao redor do título: foi a primeira
vez que os X-Men ganharam uma segunda revista mensal; a popularidade de Jim
Lee como artista estava chegando ao seu ápice; o primeiro arco de três partes
traria a última história de Magneto; e havia rumores de que esta seria a última
história de Claremont nos X-Men.

Claremont saiu da revista após a publicação de X-Men #3, devido a diferenças criativas com o editor Bob Harras. A chamada Era Claremont nos X-Men foi de 1975 a 1991, sem nenhuma interrupção.
A morte de Magneto ocorreu no final do arco com a destruição de seu asteroide,
numa sequência ambígua, e não foi permanente. Pouco tempo depois, os novos
editores e escritores resolveram "reviver" o personagem, que continua em circulação
até hoje.
Existe uma única dúvida sobre a premiação, em relação aos critérios usados pelo Guiness World Records para definir a categoria.
Se a categoria se refere exclusivamente aos comic books no formato
americano (revista com aproximadamente 32 páginas), com certeza, X-Men
#1 é o recorde mundial, mas se o critério não é esse, então outros personagens
europeus, como Tintin e Asterix, que são anteriores aos X-Men estão em circulação
há muitas décadas, também tem álbuns (formato europeu, 48 a 52 páginas) com
milhares de edições vendidas e de milhões de euros arrecadados. E há
ainda o mercado japonês, com seus números impressionantes.






