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Keith Giffen fala sobre o novo Esquadrão Suicida

1 dezembro 2001

Esquadrão SuicidaEm setembro, estréia a nova revista mensal do Esquadrão Suicida. Desta vez, com argumentos de Keith Giffen e desenhos de Paco Medina. O roteirista, que fez sucesso com trabalhos como Liga da Justiça e Legião dos Super-Heróis, e está preparando uma nova versão do grupo que conquistou vários fãs no final da década de 1980, fala um pouco mais sobre o novo projeto.

"O conceito é simples. Uma equipe de operativos super-humanos, escolhida entre os vilões que estão presos, passa a trabalhar para o governo americano em missões especiais e perigosas". Giffen tem planos nesse sentido, levando o nome da equipe ao extremo. "Levei a palavra 'suicida' mais a sério do que quaisquer outros criadores que trabalharam com esse grupo já fizeram", disse.

Página de Esquadrão SuicidaA estréia do novo Esquadrão Suicida acontece durante o evento Our World at War, para ajudar o mundo a lutar contra uma invasão extra-terrestre. E parece que a equipe sempre sofrerá algumas mudanças de elenco, já que os membros podem acabar morrendo nas missões. A idéia é trabalhar com uma base de quatro personagens fixos, dois já existentes no Universo DC e dois criados pelo autor, sem perder a idéia de trabalhos suicidas.

Farão parte do grupo os personagens Modem (um expert em computação) e Eliza, além do Sargento Frank Rock. Giffen e o editor Stephen Wacker não querem falar muito sobre os membros, mas revelaram que haverá uma edição especial mostrando o que o Sargento Rock fez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O autor também adverte que nem todos os vilões serão reconhecidos pelos leitores, pois alguns são novos.

Página de Esquadrão SuicidaE Amanda Waller, que comandava a equipe na antiga série, assinada por John Ostrander? Hoje, ela é a Secretária de Assuntos Meta-Humanos do governo do presidente Lex Luthor. "Amanda não estará no comando, mas aparecerá no título com um papel importante, de uma maneira ou de outra", conta o escritor. "Um dos novos personagens tem ligações muito fortes com ela".

Jogos de poder deverão fazer parte das histórias. "Falarei bastante sobre isso. Não só com a influência de Luthor na equipe e a interação entre ele e o Esquadrão; mas também com Talia, que está no comando da LexCorp. Uma coisa que direi sobre essa versão do Esquadrão Suicida é que será uma organização mais sombria. Quando a Liga se encontrar com eles, não haverá uma união para lutar contra bandidos, mas sim algo como 'Droga, mais vilões que temos que derrotar agora'. Eles não serão muito respeitados no Universo DC e, provavelmente, não merecerão isso".

E que ninguém espere o humor dos tempos da Liga da Justiça. Este trabalho pretende ser mais sério, e uma das metas de Giffen é fazer com que o título seja uma boa leitura, mesmo para aqueles que não acompanham todas as revistas da DC Comics. Nada de fazer grandes referências há acontecimentos de anos atrás.

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