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CHONCHU - O GUERREIRO MALDITO # 2

21 maio 2004


Autores: Kim Sung Jae (roteiro) e Kim Byung Jin (arte).

Preço: R$ 9,90

Número de páginas: 176

Data de lançamento: Agosto de 2004

Sinopse: Desentendimentos entre quatro dos remanescentes dos mirmidões acabam gerando a fúria do pequeno Kwakli Jung, filho do falecido chefe de clã Kwakli Jago. Ele parte desesperado atrás de Chonchu, clamando vingança.

Enquanto isso, Chonchu se depara com um estranho velho e com um desafio duplo: um casal de mortos-vivos. Eles são assassinos enviados por seu irmão Ulfasso.

Apesar de conduzir o reino com mão-de-ferro e apoio popular, Ulfasso, o verdadeiro filho do demônio, começa a gerar desconfiança de alguém bem próximo da família. E Chonchu passa a correr perigo com a revelação de um espião dentro dos próprios mirmidões.

Positivo/Negativo: Um dos principais motivos da escolha deste título pela Conrad é sua arte exuberante. Não é refinada, mas seca, impactante. Enquanto autores japoneses buscam maneiras poéticas, uma sublimação pelo traço, Chonchu peca (ou acerta) por buscar no grosso do grafite a emoção mais raivosa possível.

Muitas vezes essa emoção nubla o roteiro, temeroso em despontar e se destacar da parte gráfica. O que se percebe são questões básicas não muito bem trabalhadas, mas que podem ser totalmente recuperáveis no decorrer da narração. O fardo de Chonchu como filho do demônio não eclode do ciclo negação-explosão violenta do personagem.

Os sentimentos e motivações dos personagens não estão se aprofundando com a história, só estão correspondendo aos clichês do gênero. Por enquanto, só crescem as perguntas: qual o futuro de Chonchu entre os mirmidões? Quem é o velho que segue os passos do protagonista? Ulfasso será desmascarado antes do que se imagina?

E o mais importante: o traidor entre os mirmidões pode mudar o destino deste manwha? Se esta edição estiver servindo como um prelúdio para uma saga política intrincada, a resposta é sim. Caso contrário, fica difícil um gibi coreano dizer para o que veio se ficar só repetindo fórmulas japonesas.

Um adendo: uma introdução do editor responsável e páginas numeradas ajudariam bastante o leitor a se situar na história. Fica a dica para o pessoal da Conrad.

Classificação:

4,0

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