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CONAN, O BÁRBARO # 30

1 dezembro 2004


Autores: Os Irmãos da Lâmina - Roy Thomas (argumento), John Buscema e Frank Springer (arte);

A oráculo de Ophir - Roy Thomas (argumento), John Buscema e Tom Palmer (arte);

A Morte tem quatro dedos - Roy Thomas (argumento), Mike Docherty e E. R. Cruz (arte).

Preço: R$ 5,70

Número de páginas: 56

Data de Lançamento: Agosto de 2004

Sinopse: Os Irmãos da Lâmina - A Companhia Escarlate encontra a cidade-estado ophiriana de Ronnoco engajada em uma dura disputa comercial com outras duas cidades, Carnolla e Pérgona.

Seu soberano, Belzamo, ordena que os mercenários raptem Yvonna, filha do governante de Pérgona, para forçá-lo a uma aliança contra Carnolla.

Yvonna é protegida por três armas humanas conhecidas como Irmãos da Lâmina, mas Conan e Tara os superam e capturam a donzela.

A oráculo de Ophir - Enquanto Yvonna discute com o capitão Murilo, Belzamo envia Conan, Tara e um jovem soldado chamado Yusef para consultar um oráculo.

O cimério fica meio amedrontado quando tem que enfrentar uma cópia de si mesmo ao sair da caverna do oráculo. O resultado dessa disputa não pode ser previsto.

Enquanto isso, a Sombra Negra continua a avançar.

A morte tem quatro dedos - Conan versus Fafnir. O que pode resultar desse duelo? Seria a morte, não fosse a ganância por poder de Atalis, o usurpador do trono de Yaralet.

Conan é dominado pela mão demoníaca de Fafnir, a Mão de Nergal, e é jogado, junto com seus companheiros, em uma masmorra.

Uma garota que acompanhava a comitiva do cimério é levada por Atalis para seus aposentos, mas consegue escapar carregando o Coração de Tammuz, no mesmo instante em que Conan e seus amigos fogem da masmorra, derrubando a porta danificada.

Quem é mais forte, o coração ou a mão? Parece que é o coração, pois o de Tammuz é o único amuleto capaz de sobrepujar a terrível Mão de Nergal, que foi enxertada no lugar do braço esquerdo de Fafnir, fazendo o vanir recuperar sua sanidade.

Positivo/Negativo: Michael Kaluta é o artista da capa, que também não é inédita, pois já apareceu por aqui, embora com cores mais suaves, na edição # 4 da extinta revista Conan Saga, da Abril, em novembro de 1993.

Para tristeza dos fãs, não é apenas um Conan de frente para outro que se vê na capa, mas também com um aumento de R$ 1,30 no preço, ou seja, um terço do valor anterior. O salto foi de R$ 4,40 para R$ 5,70.

Em contrapartida, numa tentativa, mesmo que canhestra, de compensar o ônus inevitável, a editora aumentou o número de páginas de 48 para 56, disponibilizando, assim, mais quadrinhos para os leitores.

As duas primeiras e clássicas histórias continuam na esteira da saga O Escorpião e a Sombra, enquanto a última traz o retorno de Fafnir, o vanir, o companheiro de Conan na saga do Cerco de Makkalet (Conan, o Bárbaro # 1 - Mythos).

Aqui cabe um comentário auspicioso: Roy Thomas, ao que parece, simplesmente suprimiu informações (ou não quis mesmo usá-las) no reencontro de Conan e Fafnir. Afinal, na cronologia do bárbaro, que o próprio autor compilou, há o primeiro reencontro dos dois (em Conan, o Bárbaro # 19, da Abril Jovem), no qual o vanir ganha um braço demoníaco, presente de um bruxa (mera coincidência, não?).

Essa história é de Michael Fleischer e marca o início de uma série de aventuras da dupla, até que o Fafnir morre, reaparece e morre novamente.

Na história desta edição, o vanir está furioso com Conan por tê-lo abandonado para morrer no mar. Ou seja, os dois não se viam desde o Cerco de Makalet.

Classificação:

4,0

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