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CONAN, O CIMÉRIO # 12

1 dezembro 2005


Título: CONAN, O CIMÉRIO # 12 (Mythos
Editora
) - Revista mensal
Autores: Matadora de Homens - Kurt Busiek (roteiro), Cary Nord e Tom Mandrake (arte).

Preço: R$ 4,90

Número de páginas: 24

Data de Lançamento: Março de 2005

Sinopse: Conan acorda numa prisão em Gravena, uma pequena cidade encravada no sul da Nemédia.

Sem saber como foi parar lá, ele escapa graças a Kalanthes, o sacerdote de Íbis. Mas antes, precisa provar seu valor enfrentando Janissa, a Matadora de Homens, guardiã pessoal de Kalanthes.

O duelo permaneceu indefinido, mas Conan ganhou seu lugar na caravana rumo a Ophir e durante a viagem ele descobre sobre a origem da guerreira Janissa.

Positivo/Negativo: Após seu sinistro encontro com a criatura de Set, no templo de Kallian Publico, na Numália, Conan fugiu para o sul, encontrando-se com Kalanthes, o Sacerdote de Íbis, arqui-rival de Thoth-Amon e seu deus Set, a Serpente.

A Íbis, uma ave pernalta que vive em pântanos e corajosamente divide seu espaço com cobras e crocodilos, foi retratada por Howard, o criador de Conan, como um deus que combate Set, o deus-serpente da Era Hiboriana.

Quanto a Set, sua origem remonta ao período pré-cataclísmico e deve ter sido baseada nas víboras que habitavam os pântanos ao sul do mar de Vilayet, encontradas pelos estígios em sua emigração para o oeste.

Nos dias em que o Império de Acheron ainda existia e a Stygia dominava o reino de Shem, quase metade do mundo conhecido era dominado pelo culto de Set.

Mas no tempo em que Conan da Ciméria caminhava pela face da Terra, os adoradores do Senhor das Trevas estavam confinados, quase que exclusivamente, na Stygia e nas suas áreas subordinadas, como o sudeste de Shem, e até mesmo em alguns reinos negros.

Os hiborianos proibiam o culto a Set, pois consideravam a divindade um demônio maligno. Seus sinistros e profanos rituais compreendiam longas procissões de sacerdotes mascarados e sacrifícios humanos em templos subterrâneos.

Já na História da Antigüidade, Set era uma antiga divindade malévola do Egito, associada ao vento do deserto.

O roteiro de Kurt Busiek continua ladeado pelos conceitos de Howard, mas já apresentando um leve desvio para o lado social de Conan. Afinal, nas aventuras criadas por Howard, o bárbaro era o centro das atenções e cada uma delas era povoada por pessoas diferentes. Já nos roteiros atuais, o cimério divide espaço com personagens que, aos poucos, vão sendo inseridos na saga e parecem não ter indicação de que sumirão das tramas, como é o caso de Janissa.

Cary Nord, desta vez finalizado por Tom Mandrake, continua surpreendendo com seu traço cru, mostrando um Conan com aparência mais madura e poderosa.

Mandrake, aliás, é conhecido por seu trabalho em JLA Destiny, Batman, Superman, Liga da Justiça da América, Novos Titãs, Shazam, Vingadores, Monstro do Pântano e Spirit. Ele também é colaborador do curso por correspondência da Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art, na qual também se graduou.

Um fato que passou despercebido nas resenhas anteriores é o de que a revista está vindo com a mensagem "desaconselhável para menores de 13 anos", desde a edição 8. Curiosamente, é a primeira vez que esse tipo de "censura" ocorre com uma revista de Conan. Até mesmo a lendária Espada Selvagem escapou incólume a isso, mesmo em seus primórdios, no fim do governo militar.

Finalizando a edição, mais uma hilária situação da vida de Robert Howard, em As Aventuras de Bob Cano-Duplo.

Classificação:

4,0

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