ESTÚPIDAS, ESTÚPIDAS CAUDAS-DE-RATAZANA
Autores: As aventuras de Big Johnson Bone, Herói da Fronteira
- Tom Sniegoski (roteiro) e Jeff Smith (arte);
Riblet - Tom Sniegoski (roteiro) e Stan Sakai (arte).
Preço: R$ 34,00
Número de páginas: 112
Data de lançamento: Outubro de 2008
Sinopse: A história do ancestral dos Bone, o aventureiro Big Johnson
Bone em um encontro com os animais do vale e as criaturas ratazanas.
Na segunda história, novamente as ratazanas estão em perigo, mas, dessa
vez, ameaçadas pelo temível Riblet.
Positivo/Negativo: A Via Lettera vem publicando Bone,
de Jeff Smith, a conta-gotas há cerca de 8 anos. Nesse meio tempo, muitos
leitores abandonaram a idéia de acompanhar a saga pela edição brasileira,
optando por importar a norte-americana ou simplesmente deixando a história
de lado.
A verdade é que os leitores que continuam insistindo em comprar essas
edições, esperam avidamente por um novo número. Contrariando um pouco
essas expectativas, a editora soltou este Estúpidas, Estúpidas Caudas-de-Ratazana,
que compila duas histórias que se passam no universo de Bone, mas
em outro momento cronológico.
Apesar disso, os fãs que comprarem o álbum não ficarão desapontados. Pelo
contrário. Trata-se de uma divertida e deliciosa leitura com um tom mais
leve e cômico que a saga principal.
Na primeira história, o leitor conhece Big Johnson Bone, ancestral dos
Bone, um aventureiro temerário que chega ao vale e acaba ajudando os animais
de lá, bem como o seu insignificante dragão protetor, contra os ataques
das criaturas ratazanas.
Big Johnson Bone parece uma mistura de Smiley, Phoney e Fone, mas sem
nenhum medo. Em certa medida, lembra um pouco os irredutíveis gauleses
de Goscinny e Uderzo. Uma curiosidade é que a história conta o motivo
pelo qual as ratazanas tiram suas caudas "para se proteger", como já foi
mencionado na série.
A aventura seguinte, Riblet, é ilustrada por Stan Sakai (de Usagi
Yojimbo) e conta a história de um porquinho que se encontra com dois
chapinhas: criaturas ratazanas.
É apenas um grande humor pastelão, mas ainda com a qualidade dos trabalhos
que tem o nome Bone envolvido.
A edição da Via Lettera, apesar de alguns erros de revisão, é competente,
com destaque para a tradução e adaptação do texto, sobretudo nas falas
de Big Johnson Bone. Suas expressões caipiras não ficaram cansativas (como
acontece em outros trabalhos com personagens interioranos) e nem se tornaram
uma cópia do Chico Bento.
Classificação: