Confins do Universo 204 - Marcelo D'Salete fazendo história (em quadrinhos)
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J. KENDALL - AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA # 7

1 dezembro 2007


Título: J. KENDALL - AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA # 7 (Mythos
Editora
) - Revista mensal

Autores: Giancarlo Berardi (argumento), Giuseppe De Nardo (roteiro) e Luigi Siniscalchi (desenhos)

Preço: 7,40

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Maio de 2005

Sinopse: A Longa Noite de Sheila - Uma bela jovem é encontrada assassinada num dos parques de Garden City, tarde da noite. Diante da estranheza dos fatos, a procuradoria pede auxílio a Júlia Kendall. E não erra ao fazê-lo.

Positivo/Negativo: Mais uma vez, Júlia está frente à bizarrice humana manifestada sob a forma de um crime horrendo. Quem feriu, estuprou e degolou Sheila Russell?

Trabalho difícil para a criminóloga. Suas teorias iniciais não dão conta de explicar a cena do crime. A hipótese lançada por ela, na página 23, de que o assassino teria uma "personalidade desorganizada e, logo, sexualmente incompetente" é desfeita quadrinhos à frente. O legista encontra sêmen no corpo da vítima.

Como os fãs sabem, Júlia não chega ao criminoso a partir das pistas deixadas no caminho, mas sim compreendendo suas motivações internas. Eis o impasse. Como um sinal de frustração (o espancamento) e um de satisfação (o sêmen) poderiam existir na mesma cena? Um novo perfil criminoso estaria "nascendo" neste mistério?

Como de praxe, são muitos os suspeitos. Frank Lynn, o homem que achou o corpo de Sheila; Jimmy Tate, o noivo da vítima; Gary Putnam, diretor do supermercado onde ela trabalhava; ou ainda Tom Kilburn, surpreendido tarde da noite ao pé do túmulo da moça.

Mais uma vez, um pequeno detalhe que foge da cadeia dos fatos é responsável por dar um novo direcionamento ao caso. Detalhe este, claro, só notado pela inteligente criminóloga. Vantagem de quem se baseia em algo mais profundo do que pistas.

Destaque para a capa competente de Marco Soldi, cheia de licença poética e que não entrega nada da trama, mas resume bem seu conteúdo; e também para a arte de Luigi Siniscalchi, de traços fortes, bem marcados e expressões perfeitas.

Última observação: a moça misteriosa que aparece lendo nas páginas 12 e 13 se parece com a antagonista das três primeiras edições de Júlia.

Classificação:

4,0

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