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VERTIGO # 5

1 dezembro 2010

VERTIGO # 5

Editora: Panini - Revista mensal

Sepulcro vermelho (Hellblazer # 179) - Mike Carey (roteiro), Marcelo Frusin (arte) e Lee Loughridge (cores);

O primeiro é por conta da casa (House of Mystery # 1) - Mathew Sturges e Bill Willingham (roteiro), Luca Rossi e Ross Campbell (arte) e Lee Loughridge (cores);

A terra da lealdade (Northlanders # 5) - Brian Wood (roteiro), Davide Gianfelice (arte) e Dave McCaig (cores);

Hoka-Hey (Scalped # 5) - Jason Aaron (roteiro), R. M. Guéra (arte) e Lee Loughridge (cores);

Lugar Nenhum (Neverwhere # 5) - Mick Carey (roteiro), Glenn Fabry (arte), Tanya e Richard Horie (cores) e Neil Gaiman (consultor).

Preço: R$ 9,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Março de 2010

 

Sinopse

Sepulcro vermelho - John Constantine precisa encontrar o artefato desejado por dois grupos rivais.

O primeiro é por conta da casa - A casa dos mistérios de Cain desapareceu. Fig foge de um estranho casal. E Sally conta uma história.

A terra da lealdade - Conheça a infância de Sven e sua relação com Zoe.

Hoka-Hey - O cassino de Corvo Vermelho está prestes a ser inaugurado. Carol e Cavalo Ruim se encontram.

Lugar Nenhum - Lady Porta busca maneiras de se encontrar com o anjo Islington.

Positivo/Negativo

Edição de estreia da nova série mensal Casa dos Mistérios. E começa bem.

É uma série antiga da DC, que renasce influenciada por toda a mitologia de Sandman criada por Neil Gaiman. A estrutura do roteiro é muito interessante e remete aos Contos de Canterbury, do escritor inglês Chaucer e à saga Fim dos Mundos, de Sandman. Personagens agrupados em uma taverna contam histórias aos demais.

Em Casa dos Mistérios essa é a entrada para que Bill Willingham narre um pequeno conto, com a bela arte de Ross Campbell. Mas também existe uma trama principal que se desenvolve entre as histórias e amarra uma edição da revista à seguinte.

A equipe de arte é de primeira e faz um trabalho muito competente.

Em Hellblazer, Mike Carey conta uma ótima história de suspense, respeitando as características de John Constantine, um personagem simpaticamente arrogante e carismaticamente mal-humorado.

A arte de Marcelo Frusin é espetacular, criando grades muito boas nas páginas.

Vikings dá uma diminuída no ritmo nesta edição para mostrar o passado de Sven. Uma boa história de aventura medieval é contada, com a bela arte de Davide Gianfelice.

Na conclusão do primeiro arco da violenta série Escalpo, Jason Aaron escreve uma trama bem no estilo clássico da linha Vertigo: violenta, cruel e impactante.

É interessante comparar Escalpo com as séries clássicas de western, como Tex. Tanto no roteiro, quanto na arte.

O desenho sujo, com arte-final carregada e cores amareladas, é perfeito para os temas retratados. E muito diferente do traço elegante dos italianos de Tex.

Fechando a edição, Lugar Nenhum, que, numa autoironia, parece ser a direção da trama escrita por Mick Carey. O que funcionou bem no texto em prosa de Neil Gaiman, se torna enrolação na HQ.

A arte de Glenn Fabry é bacana, mas o leitor já começa a pensar quando a série vai terminar.

Mesmo com a baixada no ritmo no final, a revista é destaque entre o material publicado pela Panini.

Classificação:

4,0

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