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X-MEN EXTRA # 30

1 dezembro 2004


Autores: X-Treme X-Men - Chris Claremont (roteiro) e Salvador
Larroca (desenhos);

X-Táticos - Peter Milligan (roteiro) e Michael Allred (desenhos);

Exilados - Judd Winnick (roteiro) e Kev Walker (desenhos).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Junho de 2004

Sinopse: X-Treme X-Men - Sábia, Bishop e Tempestade retornam
à Mansão X para tentar descobrir o que aconteceu com Emma Frost e Jeff
Garrett. Mas vão encontrar muito mais do que respostas.

X-Táticos - Enquanto Anarquista vive seus primeiros dias como líder,
a equipe se envolve com a produção de X-Táticos - O Filme.

Exilados - A equipe do Arma X vai ter que ajudar Tony Stark a capturar
os Inumanos. Para isso, eles precisam recuperar uma chave que está em
poder de Simon Williams, o Magnum.

Positivo/Negativo: Em uma edição melhor que a anterior,
X-Treme X-Men traz o fim da saga Cisão.

Chris Claremont continua com seus roteiros arrastados, mas desta vez amarra
melhor o trabalho, fazendo com que a história flua sem mais complicações.
A ação agora se passa toda no Instituto Xavier, onde Emma Frost tenta
resolver o caso de Jeffrey Garrett sozinha, e acaba colocando seus alunos
e os outros X-Men em uma grande enrascada.

A maior qualidade do trabalho de Claremont neste último arco reside no
fato de que o experiente escritor está deixando de lado suas manias para
escrever algo mais palatável e menos fantástico. Se os clichês e diálogos
descritivos ainda resistem, pelo menos estão embasados por uma história
mais adulta. Claro que isso não impede que ainda tenhamos mudanças retroativas
no passado dos personagens e coisas do tipo, mas o mundo não é perfeito
mesmo.

O autor, assim como na última edição, também faz uma homenagem em sua
história. Na página 41, Charles Xavier diz: "Parece que não posso abandonar
a 'Ponte da Enterprise' por um minuto sequer sem que haja um desastre".
Patrick Stewart, intérprete de Xavier no cinema, viveu o capitão Jean-Luc
Picard na série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração durante sete
anos.

Os desenhos de Salvador Larroca continuam na mesma, com uma narrativa
estática e personagens que mudam de posição magicamente de um quadrinho
para o outro. É curioso ressaltar, porém, a pobreza da arte da capa se
comparada à ilustração de Greg Horn para a edição deste mês de Arma
X
, que traz a mesma Emma Frost de uma forma muito mais sexy
e natural, e bem menos forçada.

O grande destaque desta edição fica por conta dos X-Táticos. A
inventividade que Peter Milligan esbanjava nos primeiros números da X-Force
volta com força total, em uma história deliciosamente criativa. Detalhar
uma ou outra passagem seria injusto com o todo, já que tudo corre de uma
forma tão perfeita que o leitor nem vê o tempo passar. Mas dê uma olhada
na piada do Dup na página 68 e tire suas próprias conclusões.

Esta é a primeira edição em que o Anarquista está definitivamente no comando
da equipe, no lugar de Guy Smith. É ele quem narra o começo e o fim da
história, deixando de certa forma implícito que tudo que acontece durante
os eventos narrados tem, de uma forma ou de outra, dedo seu.

Uma edição genial, que está entre as melhores já escritas por Peter Milligan
para o grupo.

Em Exilados, mais do mesmo, o que, nesse caso, é muito bom. Dando
seqüência ao arco Mão-de-Ferro, Judd Winick põe o Arma X atrás
de uma chave que poderá desativar a Barreira G, o único obstáculo que
impede Tony Stark de capturar os Inumanos.

A grande sacada da edição é o fato de Winnick ser extremamente competente
ao retratar as relações entre os membros do grupo. Ao contrário da equipe
de Blink - que não apareceu no último número e também não dá sinais de
vida neste -, sempre ponderada e racional, os integrantes do Arma X estão
pouco se lixando uns para os outros. Eles brigam, se ofendem, são arrogantes,
e não estão nem aí com os companheiros. Isso gera situações impagáveis,
como aquela em que Colossus surge como novo integrante do grupo e Gambit
e o Homem-Aranha simplesmente dão as costas, ou quando Anjo e Visão entram
no porão da casa de Magnum atrás da chave.

Ao contrário do que poderia acontecer com um roteirista menos experiente,
Winnick acerta na mosca com o recurso de poder usar qualquer realidade
para situar seus personagens. Em vez de se prender a uma cronologia certinha,
ele simplesmente escolhe a situação que será mais conveniente para se
escrever uma história boa e joga seus personagens nela. Com isso, conseguiu
manter a revista com um padrão de qualidade (pelo menos nos roteiros)
por dois anos inteiros (a edição publicada pela Panini é a de número
24 no original), uma regularidade invejável para muitos quadrinhistas
profissionais.

Com um conjunto de histórias acertado, esta é, sem dúvida, a melhor edição
de X-Men Extra do ano.

A partir deste número, X-Men Extra, assim como todas as demais
revistas de 96 páginas da Panini, passou a custar R$ 6,50 (o preço
antigo era R$ 6,00), em função do aumento de 13,5% no custo do papel,
segundo o editor Fernando Lopes.

Classificação:

4,0

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